Transamazônica: a estrada da poeira

Depois de um jogo da corda com os amigos de Natal, começo a pedir carona até Fortaleza no Ceará. De lá caminho para o oeste, através do Maranhão, até chegar a Imperatriz, perto do inicio da Transamazônica, que atinjo através de uma carona « Dom-Eliseu – Marabá ». Meu objetivo é Altamira, onde tenho um contato e onde acontece o projeto controverso da hidrelétrica de Belo Monte.

É impossível conseguir uma carona e tenho todo o tempo para contemplar uma mineração a céu aberto nesta tarde a pé sem ajuda nenhuma. À noite chegou a primeira ajuda, levando-me atrás da pick-up até Itupiranga, uma cidade turística à beira do rio Tocantins. No dia seguinte, volto à Transamazônica num caminhão que leva pessoas do lugar para Marabá. É rapidamente que consigo uma carona com Rodrigo e, casal bem simpático. 3 dias são necessários para chegar a Altamira, num calor grande, na poeira da estrada e várias vezes com a ajuda de máquinas ou outros caminhões para subir! Um caminhão a oferecer tal ajuda transportava madeira ilegal, como muitos outros que só andam à noite. A corrupção nos postos fiscais permite o tráfico, me contam meus companheiros.

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